terça-feira, 31 de julho de 2012

Registro.

Pensava eu no meu cavalinho parado lá fora, na solidão maravilhosa da minha nova casa, e via como as pessoas ali estavam eclipsando o que eu queria ver e saber, como estavam simplesmente se divertindo da maneira como eu costumava fazer, adiando as perguntas que um dia teriam de fazer a si mesamas, se tivessem sorte suficiente de ter tempo para isso antes de morrer. Na verdade, toda vez que ia ao bar, eu me dava conta de que o básico na vida é questionar a morte, é uma conversa que ocorre entre o infinito e a eternidade, e o modo como lidamos com a nossa morte é o começo do que é bonito, porque, quando contemplamos a morte, as coisas absurdas na nossa vida, que, de toda forma, sempre termina antes do que a gente queira que termine, sempre nos enche de amargura e, portanto, de beleza.

(Eu Servi o Rei da Inglaterra, Bohumil Hrabal)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Comentários impublicáveis...

- Desde quando ver o gramado de uma universidade proporciona a alguém uma experiência estética?
- A menos que seja um burro...

domingo, 22 de julho de 2012

Catrâmbias...

Insólito, você é insólito...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dia da Independência!

Não falo, evidentemente, da estadunidense.

Enfim fim.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Um Sem Noção...

... que deixou escapar uma idéia sensata:

"Eu preciso da palavra gnóstica, da palavra maniqueu e eu preciso dela não porque eu não saiba falar as palavras do mundo; eu sei imitá-las muito bem, eu sei imitar a palavra-correta, a palavra “nossa-que-cara-culto!”, a palavra “olha-como-ele-é-articulado”, eu sei, eu falo de cabeça cheia, eu tirei dez, a chamada nota máxima em quase todos os trabalhos que escrevi numa famosa instituição universitária e ali, naquele centro de excelência, naquela fábrica de inseminação de bons alunos, naquele exército do saber bem e do dizer bem, eu não emudeci e eu não me saí de todo mal, e eu convivi com muitos filhotes-de-papai que se tornaram filhotes-de-orientador, isto é, gente que seguiu sem gemer, sem o menor conflito, essa monstruosidade chamada homem-de-carreira, chamada homem-de-sucesso e que trocou o papá-gosta-menino-eu pelo cabeça-professor-ama-texto-eu. Eu conheci a violência intrínseca dessas pequenas criaturas culturais, criaturas que riscavam do convívio quem dissesse errado a coisa-Descartes e a coisa-Freud, e que, embora não tivessem os bens materiais como a coisa-Mercedes e a namorada-coisa-gostosa-que-vai-vernissage, tinham muitos bens culturais dentro da cabeça e adoravam a coisa-Kant, a coisa-Fitche e as belezas da literatura assimilada na bolsa de Paris. Agora eu me lembro de tudo, a assim chamada Madeleine está inteirinha atravessando a minha boca, e é necessário que eu diga absolutamente tudo, pois isso, como já disse, não é mais uma questão minha".

(Juliano Pessanha)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

De volta ao normal!

Viva!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Definições.

Jornalismo: não ter sobre o que falar e ainda assim falar do mesmo jeito.

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Definição fornecida após assistir a edição de hoje do Sportv News, que enrolou 2 horas para montar um programa que poderia levar 20 minutos.