sábado, 29 de março de 2008

sexta-feira, 28 de março de 2008

Quem é vivo...

Posso estar só
Mas sou de todo mundo
Por eu ser só um
Ah nem...
Ah não...
Ah nem...
Dá solidão
Foge que eu te encontro
Que eu já tenho asas
Isso lá é bom
Doce solidão

(Doce Solidão, Marcelo Camelo)

quinta-feira, 27 de março de 2008

To be continued...

Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso.

(Clarice Lispector, em Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres)


***

PS1: Em vez de cogitar uma segunda possibilidade de título como O Livro dos Prazeres, talvez fosse mais sábio por parte da Clarice chama-lo de O Livro das Catástrofes.
PS2: Diz que, lendo esse trechinho, não dá até vontade de enfiar a cara num livro desses...
PS3: A prosa pode também ser poesia.

Flashback.

Yeah is what we had
No, we never knew
Good, good is what we understood
Yeah is what we had
No, we never knew
Good, good is what we understood

Now I walk alone through howling winds
Fast food bags wrapped round my shins
Remembering (remembering)
Wondering

In this life
Will I ever see you again
In this life
Will I ever see you again

Yeah is what we had
No, we never knew
Good, good is what we understood
Yeah is what we had
No, we never knew
Good, good is what we understood

Data files and dinner dates sumday
Until then I had best be on my way
Remembering (remembering)
Wondering

In this life
Will I ever see you again
In this life
Will I ever see you again

(Yeah Is What We Had, Grandaddy)

***

Mais um diálogo.

- Morre!
- Não.
- Morre!!!
- Já disse que não.
- Morre, porra!
- Nananinanão.
- Ok, desisto. Você - como sempre - venceu.

***

Inconsciente inconsequente. Cada uma que você me apronta, viu...


***

Ainda existem coisas a serem ditas. Belo Belo que nada. Limdo limdo.

domingo, 23 de março de 2008

Paris, um perigo.

Paris... Texas
Um sonho, um dia feliz
Paris não está no Texas
O Texas está em Paris

Eu morro quando percebo...
Descalço, pelo incerto...
Eu choro porque me esqueço de esquecer dos mínimos detalhes que eu vivi...

Eu finjo porque careço...
Deitado em meu deserto...
Eu minto porque desejo não desfazer dos passos que me levam a Paris...

O dia se pôs...
Eu nunca vou ter...
Um dia, enfim...

E em pensar que em dias de adeus um até logo já não é pedir demais.
E em pensar em dias de adeus... Um até logo... Não é pedir demais...
Até logo.

(Paris, Texas)

Fica!

Diz que eu não sou de respeito
Diz que não dá jeito
De jeito nenhum
Diz que eu sou subversivo
Um elemento ativo
Feroz e nocivo
Ao bem-estar comum

Fale do nosso barraco
Diga que é um buraco
Que nem queiram ver
Diga que o meu samba é fraco
E que eu não largo o taco
Nem pra conversar com você
Mas fica
Mas fica ao lado meu
Você sai e não explica
Onde vai e a gente fica
Sem saber se vai voltar

Diga ao primeiro que passa
Que eu sou da cachaça
Mais do que do amor
Diga e diga de pirraça
De raiva ou de graça
No meio da praça, é favor
Mas fica
Mas fica ao lado meu
Você sai e não explica
Onde vai e a gente fica
Sem saber se vai voltar

Diz que eu ganho até folgado
Mas perco no dado
E não lhe dou vintém
Diz que é pra tomar cuidado
Sou um desajustado
E o que bem lhe agrada, meu bem
Mas fica
Mas fica, meu amor
Quem sabe um dia
Por descuido ou poesia
Você goste de ficar

(Fica, Chico Buarque)

Saudades das minhas lembranças.

Não precisa dizer mais nada, não é (coxinha)?
Nervoso é gênio.