Meu medo de te experimentar e viver com tudo dando certo Receio de você me encontrar e aquecer meu coração inquieto A idéia de ser livre me afaga eu temo dependência Seus braços me aprisionam fácil com tanta paciência Me rendo aos defeitos de todos Pare: divido existência
Meu medo de ter com quem contar e viver com tudo dando certo Receio de você me encontrar e aquecer meu coração inquieto A idéia de ser livre errada confunde a minha cabeça Seus braços me aprisionam calmo com tanta eficiência Me rendo aos efeitos mais circulares Divirto-me depressa
Deixou
A idéia de ser livre errada separa toda gente Seus braços me aprisionam Lá se a gente vê descência Me rendo aos defeitos de todos os bares Divirto-me depressa
Ninguém desvendará o Mistério. Nunca saberemos o que se oculta por trás das aparências. As nossas moradas são provisórias, menos aquela última. Não vamos falar, toma o teu vinho.
O mundo gira, distraído dos cálculos dos sábios. Renuncia à vaidade de contar os astros e lembra-te: vais morrer, não sonharás mais, e os vermes da terra cuidarão da tua carcaça.
Bebe o teu vinho. Vais dormir muito tempo debaixo da terra, sem amigos, sem mulheres. Confio-te um grande segredo: As tulipas murchas não reflorescem mais.
Homem ingênuo, pensas que és sábio e estás sufocado entre os dois infinitos do passado e do futuro. Não podes sair. Bebe, e esquece a tua impotência.