sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Aula de Economia.

Nosso amor é um mercado norte americano
Emitindo falsos lucros...

(Riffs, Superguidis)

O meu manancial de paz
Cresceu muito mais
Que o PIB da china em 2003

(O Coraçãozinho, Superguidis)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Realmente...

Tem textos que a gente lê que são tão mal escritos, tão porcamente argumentados, tão descuidados que nos fazem, por um instante ao menos, acreditar que não somos completamente estúpidos.

E o mais legal é ver que o texto em questão foi apresentado por uma mestra em comunicação formada há três anos - que hoje é doutora em Letras (imagina só as atrocidades que agora ela deve cometer).

Parabéns Aao Concurso de Jornalismo da CEMIG e, por tabela, à Adélia Barroso Fernandes, por nos brindar com tamanha enrolação!

Nota Mental: Este é o tipo de texto que deveria ser repassado aos alunos de uma primeira aula de Teorias da Comunicação sob a consideração "como não proceder em um artigo". Ia guiar perfeitamente a direção do curso em questão.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Tipificações.

Parabéns, fulaninha!

Porque a vida...




(CITAÇÃO ENORME DO CIORAN)







domingo, 9 de setembro de 2012

A história da humanidade.

Philip lembrou-se da história do Rei do Oriente que, desejando conhecer a história da humanidade, recebeu de um sábio quinhentos volumes; ocupado com negócios de Estado, pediu-lhe que a condensasse. Ao cabo de vinte anos, o sábio voltou e a sua história ocupava agora apenas cinquenta volumes; mas o rei, já velho demais para ler tantos livros volumosos, pediu-lhe que a fosse abreviar mais uma vez. Passaram-se de novo vinte anos, e o sábio, velho e encanecido, trouxe um único volume com os conhecimentos que o rei procurara; este, porém, estava deitado no seu leito de morte, nem tinha mais tempo de ler sequer aquilo. Aí o sábio deu-lhe a história da humanidade numa única linha: 'Nasceram, sofreram, morreram'.

(Servidão Humana, Somerset Maugham)

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Jornalistinha de merda.

"...disse e repito: seria preciso resgatar a minha história pr'eu abrir mão dessa orfandade, sei que é impossível, mas seria esta a condição primordial; já foi o tempo em que via a convivência como viável, só exigindo deste bem comum, piedosamente, o meu quinhão, já foi o tempo em que consentia num contrato, deixando muitas coisas de fora sem ceder contudo no que me era vital, já foi o tempo emque reconhecia a existência escandalosa de imaginados valores, coluna vertebral de toda 'ordem'; é esta consicência que me libera, é ela hoje que me empurra, são outras agoras minhas preocupações, é hoje outro o meu universo de problemas; num mundo estapafúrdio - definitivamente fora de foco - cedo ou tarde tudo acaba se reduzindo a um ponto de vista, e você, que vive paparicando as ciências humanas, nem suspeita que paparica uma piada: impossível ordenar o mundo dos valores, ninguém arruma a casa do capeta; me recuso pois a pensar naquilo em que não mais acredito, seja o amor, a amizade, a família, a igreja, a humanidade; me lixo com tudo isso! me apavora ainda a existência, mas não tenho medo de ficar sozinho, foi consciente que escolhi o exílio, me bastanto hoje o cinismo dos grandes indiferentes..."

(Um Copo De Cólera, Raduan Nassar)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Música do dia - e de vários outros.

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho.
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

(O Mundo é um Moinho, Cartola)

Estética.

Uma palavra extremamente abominável.