quinta-feira, 19 de maio de 2011

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Incidental.

No fundo tudo é raso.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Sorte.

Às vezes tudo que a gente deseja é uma pequena alegria.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sobre tumbas e heróis. (2)

Muere un terrorista, Bin Laden, y no me siento ni seguro ni contento pero muere un intelectual, Ernesto Sábato, y me siento más desamparado.

(Via Twitter)

domingo, 1 de maio de 2011

Sobre tumbas e heróis.


Tem gente que exala uma saudade e cuja morte nos afeta sem que ao menos a tenhamos pessoalmente conhecido. Mas será que não a conhecemos em alguma medida? Obrigado, Sábato.

sábado, 30 de abril de 2011

30 de Abril de 2010.

"...en todo caso, había un solo túnel, oscuro y solitario: el mío".

(O Túnel, Ernesto Sábato)

Severinos.

No centro da sala,
diante da mesa,
no fundo do prato,
comida e tristeza.
A gente se olha,
se toca e se cala
E se desentende
no instante em que fala.

Cada um guarda mais o seu segredo,
sua mão fechada
sua boca aberta
seu peito deserto,
sua mão parada,
lacrada,
selada,
molhada de medo.

Pai na cabeceira: É hora do almoço.
Minha mãe me chama: É hora do almoço.
Minha irmã mais nova, negra cabeleira...
Minha avó me chama: É hora do almoço.

...E eu inda sou bem moço
pra tanta tristeza.
Deixemos de coisas,
cuidemos da vida,
senão chega a morte
ou coisa parecida,
e nos arrasta moço
sem ter visto a vida
ou coisa parecida aparecida

(Hora do Almoço, Belchior)