quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Amorfoses.

Às vezes a minha maior vontade é ser o amigo que você nunca teve.
Nessa mesma hora me bate aquele desejo de te possuir por inteiro, de te ouvir gritar.
Quando me dou conta, percebo que estou apaixonado. E eu te amo.
Sim, por isso eu te odeio. Amor e ódio, eu já disse, são faces da mesma moeda.
E tudo o que eu queria é que você sumisse da minha vida tão repentinamente quanto entrou - e parece que nos conhecemos há tão mais do que nos conhecemos...
Eu gostaria de sumir da minha vida - e te trancar para sempre nas minhas lembranças para não me esquecer de você.
Às vezes a única solução que eu vejo para mim é a morte. Eu mesmo não sei se nasci para viver muito tempo. Toda a minha angústia talvez seja apenas um sinal de que eu não nasci para durar. Angústia enorme por coisa nenhuma. Coca-cola num gole só.
E eu que queria viver...
Queria morrer...
Choro.
E rio. E choro. E morro. E vivo (morto)...
Tudo acontece ao mesmo tempo, num intervalo, numa canção.
Tudo sem filtro.
Eu querendo tudo, tanto, thais...
Silêncio.
Sem ar.
Silêncio.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Modus Operandi.

Você é bacharel em cometer todos os insultos
e as minhas vontades nunca vêm ao caso
pois eu te odeio por ter um filho que nunca quis
e suo pra manter sem me sobrar sequer um centavo

Sorrindo
vida sem rumo

Na geladeira um imã alegre me distrai o sono
e eu já passei noites longas te velando em claro
ninguém te cobra o preço caro de me afundar em juros
e a porta aberta me desperta a culpa e eu não saio
eu não saio

E o tempo passa
a gente aprende muito rápido a não se importar
o tempo passa
seus filhos crescem e você aprende a compartilhar
cada passo
a mulher gorda e descuidada que está ao seu lado
não é mais aquela que causou inveja em todo mundo um dia
e o tempo passa
a sua própria liberdade não te diz mais nada
e o tempo passa... o tempo passa
o tempo passa
a vida não passa de um hábito de acordar

(Beto Cupertino)

Pego de surpresa. Sem palavras. Obra-prima.

'A gente se acostuma.

Mas não devia.'

Wilco, Wilco, Wilco...

We've got solid-state technology
Tapes on the floor
Some songs we can't afford to play

When we came here today
All I wanted to say
Is how much I miss you

Alcohol and cotton balls
And some drugs
We can afford on the way

When we came here today
We all felt something true
Now I'm red-eyed and blue

(Red-Eyed and Blue)

É Alan...

http://www.youtube.com/watch?v=zggvY3HxTZM

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Música do dia...

...que eu gostaria de lhe indicar.

Porcelina of the Vast Oceans, Smashing Punkins (sim, eu realmente escrevi Smashing Punkins!).

Reinvento.

Quem inventou você fui eu, porém
Eu tenho que desinventar, pro bem
Preciso me livrar de tudo o que é você
Um espaço pra criar um outro alguém

Na pressa de suprir você, errei
Só me esbarrei em desamor, tentei
Preciso me soltar de tudo onde há você
Se vai passar alguém, eu já nem sei

E então esse tempo fez deslembrar
Vai ser um bom momento pra me filtrar

Voltei pra te ver, mas sem te inventar
Pra saber se vou chorar
Voltei pra te ver, mas sem te inventar
Ressaber se vai passar

(Sérgio Filho - Gram)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Para 'liquidificar' a alma em três etapas.

The New, Interpol.

Se Maomé não vai a montanha...

1. Durante o meu sonho uma menina diz que irá se despedir de mim com um beijo. Eu, inocentemente, imagino que o beijo será no rosto como é comum. No entanto ela me surpreendendo não apenas beijando meus lábios como me dando... beijos triplos! Segundo Freud - lá vem ele de novo - a censura sempre 'distorce' os sonhos. Beijos triplos... Ahhhhhhhhhhh!!!

2. Sem que eu sequer me desse ao trabalho de perguntar, o meu Tio solta as horas enquanto esperávamos pelo Henrique: sete horas e sete minutos. 'Que horas, Beto? Não é possível!'

3. Durante o jogo de boliche, olho para a pista ao lado e simplesmente não consigo acreditar: duas pessoas com a camisa do grêmio.

4. De repente percebo que o casal na pista ao lado está dando uns amassos. Os flashes ressurgem.

5. Ao término do jogo, o Jorjão, sem ser perguntado por ninguém - como que apenas para me provocar, sem sequer se dar conta de que me provocava - dispara: dez e dez.


Saldo do jogo: as minhas dores voltaram a me atacar. Acho que serei o primeiro caso - esdrúxulo, diga-se por acaso - de morte por 'amor'. Não consigo me desapaixonar de você. Eu tento, me esforço, reconheço a impossibilidade total de ter ver novamente e nada disso adianta. O desejo - de quem um dia eu separarei um tópico especial para comenta-lo - sempre vence. E pensar que até pouco tempo eu não tinha essa necessidade dentro de mim... As vezes eu me pergunto por que isso começou se foi para durar tão pouco. Não sei mais o que fazer. Preciso que o tempo me surpreenda o mais rápido possível.