segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Notas para a próxima ditadura...

Mandar todas as pessoas que se auto-intitulam - ou que, apesar de não declarar, agem segundo este maldito credo - cinéfilos para a forca. IMEDIATAMENTE.

Das Intepretações.

Eu não apenas admito como defendo que um mesmo produto cultural possa ter interpretações distintas por parte dos 'tais' receptores. Mas tem alguns casos que a interpretação é completamente incondizente com a proposta de comunicação do filme. Raramente eu gosto de usar a frase 'você não entendeu' a mensagem, porque em geral é uma assertiva falsa e que serve apenas para tentar ocultar o inevitável: que se quer defender uma obra, via de regra, indefensável. Mas quanto ao 'Enigmas de um Crime', chama a atenção o fato de que, inclusive as pessoas que gostaram, não conseguiram captar a mensagem por trás do filme, ainda que ela seja demasiadamente óbvia e explícitada no longa - verbalmente explicitada, vale dizer. Realmente, os seres humanos não gostam de abrir mão da ilusão do sentido.

De mais a mais, é cada comentário sem noção...

***

Comentário 1

É bom, mas é um blá blá blá quase o filme inteiro, só o final é completamente claro. Por isso eu faço humanas.

Comentário 2

Ele filme eh excelente! Para quem gosta de enigmas, usar logica e matematica como eu estudante universitario de computação, adoreiii. Vale e muito a pena assistir.Qtas vezes for.

Comentário 3

Talvez por não gostar de matemática, o filme não tenha me cativado. Ele é cansativo demais, o final pelo menos é bacana!

Comentário 4

Achei tãããão low budget! Eu sei talvez esse tenha sido o objetivo, de alguma forma, e nem tô criticando filmes que sejam assim, eu só esperava mais de um filme com o Wood e o John Hurt. Tem toda uma historinha e tal, mas não convence. Confesso que até fiquei surpresa com o final, mas mesmo assim, não salva o filme. Não é horrível, mas também não é sensacional. Fico na espera do próximo grande passo do Elijah Wood. Ele é um bom ator, mas fica escolhendo esses papeizinhos. Enfim né...

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ciclos.

O sonho oculto de todo oprimido é se tornar um opressor.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Aula de Economia.

Nosso amor é um mercado norte americano
Emitindo falsos lucros...

(Riffs, Superguidis)

O meu manancial de paz
Cresceu muito mais
Que o PIB da china em 2003

(O Coraçãozinho, Superguidis)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Realmente...

Tem textos que a gente lê que são tão mal escritos, tão porcamente argumentados, tão descuidados que nos fazem, por um instante ao menos, acreditar que não somos completamente estúpidos.

E o mais legal é ver que o texto em questão foi apresentado por uma mestra em comunicação formada há três anos - que hoje é doutora em Letras (imagina só as atrocidades que agora ela deve cometer).

Parabéns Aao Concurso de Jornalismo da CEMIG e, por tabela, à Adélia Barroso Fernandes, por nos brindar com tamanha enrolação!

Nota Mental: Este é o tipo de texto que deveria ser repassado aos alunos de uma primeira aula de Teorias da Comunicação sob a consideração "como não proceder em um artigo". Ia guiar perfeitamente a direção do curso em questão.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Tipificações.

Parabéns, fulaninha!

Porque a vida...




(CITAÇÃO ENORME DO CIORAN)







domingo, 9 de setembro de 2012

A história da humanidade.

Philip lembrou-se da história do Rei do Oriente que, desejando conhecer a história da humanidade, recebeu de um sábio quinhentos volumes; ocupado com negócios de Estado, pediu-lhe que a condensasse. Ao cabo de vinte anos, o sábio voltou e a sua história ocupava agora apenas cinquenta volumes; mas o rei, já velho demais para ler tantos livros volumosos, pediu-lhe que a fosse abreviar mais uma vez. Passaram-se de novo vinte anos, e o sábio, velho e encanecido, trouxe um único volume com os conhecimentos que o rei procurara; este, porém, estava deitado no seu leito de morte, nem tinha mais tempo de ler sequer aquilo. Aí o sábio deu-lhe a história da humanidade numa única linha: 'Nasceram, sofreram, morreram'.

(Servidão Humana, Somerset Maugham)