sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Piadas Prontas.

"Fulano de tal, especialista em Branding".

É levar muito a sério a vida confiar em especialistas desse naipe...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

"Surrealismo".

Tá pra ser escrito um livro mais presunçoso que "O Jogo da Amarelinha", do Julio Cortázar - ou, quando a enrolação pós moderna ganha um gênero narrativo definitivo: "surrealismo". Ah, minha santa paciência...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Trecho. (2)

Heinrich e Schilinski se foram. Um aperto de mão e um adeus. Partiram. É bem provável que eu nunca mais os veja. Como são breves as despedidas. Quer-se dizer alguma coisa, mas, bem na hora, se esquece o apropriado a dizer e não se diz nada, ou se diz alguma idiotice. Despedir-se é horroroso, para quem parte e para quem fica. Momentos assim sacodem a vida humana, e sentimos vividamente o nada que somos. Despedidas rápidas são desconsideradas; despedidas longas, insuportáveis. Que fazer? Bem, só resta mesmo dizer algo simplório.

(Jakob Von Gunten - Um Diário, Robert Walser)

Trecho.

No fundo, inexiste atividade que lhe seja apropriada, porque toda ocupação é, parq eum ostenta seu aspecto, inapropriada, antinatural e inadequada. Comparado a Schacht, sou um brutamontes. Ah, ele será semagado e, um dia, perecerá num hospital, ou então, arruinado de corpo e alma, vai se consumir numa de nossas modernas prisões. Agora, espreme-se pelos cantos da sala de aula, envergonhado e remendo ante um futuro adverso e desconhecido. Preocupada, a srta. Benjamenta o contempla, mas, no momento, também ela se vê dominada por seus próprios problemas, e em tal medida que não poderia de fato cuidar dele. De resto, nem teria como ajudá-lo. Um deus talvez devesse e pudesse fazê-lo, mas deuses não existem; o que há é apenas um único Deus, demasiado sublime para ser de alguma valia. Prover ajuda e alívi, tais coisas nem seriam apropriadas ao Todo-Poderoso, ou pelo menos é o que sinto.

(Jakob Von Gunten - Um Diário, Robert Walser)

Um começo.

A vida é ruim; eu sei. Mas ainda não vou cortar a teia da própria vida feito ela minha mãe: o vocábulo é minha âncora; aqui desta mesa mirante observo o anoitecer dos outros para esquecer-me do próprio crepúsculo.

(Minha Mãe Se Matou Sem Dizer Adeus, Evandro Affonso Ferreira)

***

Tá aí o começo do melhor livro que li neste ano de 2012. E olha que nesse ano, apesar dos pesares, li bastante coisa e obras excelentes:

O Mendigo que Sabia de Cor Os Adágios de Erasmo de Roterdã, Evandro Affonso Ferreira
Araã, Evandro Affonso Ferreira
Respiração Artificial, Ricardo Piglia
O Passado, Alain Pauls
Extinção, Thomas Bernhard
Ferdydurke, Witold Gombrowicz
Eu Servi o Rei da Inglaterra, Bohumil Hrabal
Uma Confraria de Tolos, John Kennedy Toole
No Teu Deserto, Miguel Sousa Tavares
Bagana na Chuva, Mário Bortolotto
Uma Coisa de Nada, Mark Haddon
Jakob Von Gunten - Um Diário, Robert Walser
Misto Quente - Charles Buckowisky
Cordilheira - Daniel Galera

sábado, 11 de agosto de 2012

Constatações.

Nada mais engraçado que os títulos de trabalhos científicos. Bastaria aos humoristas apenas lê-los em voz alta a uma plateia e o riso desabroxaria sem esforço algum.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

"Adevocacia".

Desireê e Fred à parte, advogados quando formam deveriam ganhar um diploma e um litro de óleo de peroba. Haja visto a excelente declaração do excelentíssimo doutor Arnaldo Malheiros Filho:

"Quadrilha é quando três ou mais pessoas se associam para cometer um crime. Eles (Delúbio, José Dirceu e outros petistas) se associaram em torno de um sonho, de um projeto de poder, de (um ideal de) mudar o Brasil".