terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Música da Vida (2).

You are a waterfall
Waiting inside a well
You are a wrecking ball
Before the building fell
And every lightning rod
Has got to watch the storm cloud come.

And I’ve heard of pious men
And I’ve heard of dirty fiends
But you don’t often hear
Of us ones in between
And I’ve heard of creatures
Who eat their babies;
And I wonder if they stop
To think about the taste.

I saw the sun go down
Outside of Arkansas;
And I saw the sun come up
Somewhere in Illinois.
And in the darkness
I taught myself to hate.
But where were you, oh where were you?
And where the fuck did the sun go?

And I am a creature.
And I am survivin’.
And I want to be alone
But I want your body.
So when you eat me,
Mother and baby,
Oh baby, mother me,
Before you eat me.

And you should always pass
When you get the inside lane.
Don’t pull your hair out;
I won’t pull my hair out.
For I have never seen the sun
That did not bury his fears in the side of the world.
And the day is done.

You are a waterfall
Waiting inside a well
You are a wrecking ball
Before the building fell
And I will mutter like a lover
Who speaks in tongues, oh he speaks in tongues.
Oh I speak in tongues.

(She’s your mother; she’s got a lovely tongue)

(Us Ones In Between, Sunset Rubdown)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cristiano.

Atrás de paz
Sonhos escorrem pelo chão
Nas gotas, seu sorriso
O mesmo que abandonou meu rosto

O quanto eu quis
Esquartejar o que ficou
De todo esse silêncio
Que ensurdeceu a minha vida
Por que o silêncio alimenta?

No coração
Eu guardo o ódio e a saudade
Das lembranças que não
Chegaram a ver a luz do dia
Por causa da sua covardia

(Mas chega um dia em que os olhos se invertem, sem piscar - é Deus quem está aqui ou o tempo se faz Deus dos homens?)

- Você já pisou no inferno? Olhe nos meus olhos, sente o meu mundo prestes a ruir. Onde está o egoísmo? Minhas mãos estão vazias. Diga o que eu faço pra seguir!

Uma pedra muda o desenho do mosaico inteiro
Eu não acho certo, mas agora você está aqui, em mim

domingo, 7 de dezembro de 2008

Ciorando (3).

Por que depor as armas, por que capitular, se ainda não vivi todas minhas contradições, se conservo, todavia, a esperança de um novo beco sem saída?

(Emil Cioran)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Música da vida.

Give me your eyes
I need sunshine
Give me your eyes
I need sunshine
Your blood, your bones
Your voice, and your ghost

We've both been very brave
Walk around with both legs
Wait for the scary day
We both pull the tricks out of our sleeves

But I'll believe in anything
And you'll believe in anything
Said I'll believe in anything
And you'll believe in anything

If I could take the fire out from the wire
I'd share a life and you'd share a life
If I could take the fire out from the wire
I'd share a life and you'd share a life
If I could take the fire out from the wire
I'd take you where nobody knows you
And nobody gives a damn
Said nobody knows you
And nobody gives a damn

And I could take another hit for you
And I could take away your trips from you
And I could take away the salt from your eyes
And take away the spitting salt in you
And I could give you my apologies
By handing over my neologies
And I could take away the shaking knees
And I could give you all the olive trees
Oh look at the trees and look at my face
And look at a place far away from here

So give me your eyes
I need sunshine
Give me your eyes
I need sunshine
Your blood, your bones
Your voice, and your ghost

We've both been very brave
Walk around with both legs
Wait for the scary day
We both pull the tricks out of our sleeves

But I'll believe in anything
And you'll believe in anything

If I could take the fire out from the wire
I'd share a life and you'd share a life
If I could take the fire out from the wire
I'd share a life and you'd share a life
If I could take the fire out from the wire
I'd take you where nobody knows you
And nobody gives a damn
I said nobody knows you
And nobody gives a damn

I said nobody knows you
And nobody gives a damn either way
About your blood, your bones
Your voice, and your ghost
Because nobody knows you
And nobody gives a damn either way

And now I'll believe in anything
You'll believe in anything
Because nobody knows you
And nobody gives a damn anyway

(I'll Believe In Anything, Wolf Parade)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

E aí?

Eu acho muito engraçado a senhorita vir a esse espaço e falar essas coisas, pois isso tudo é realmente muito estranho... Inclusive porque os temas sobre os quais você me peita e coloca contra a parede fazem muito sentido diante das circunstâncias atuais de minha vida. Eu estou a um passo de ter de volta o meu coração livre, a minha consciência tranqüila. E aí vem você e me diz coisas que são pontuais demais para se desconfiar de mero acaso. E nem vejo como problema você me 'peitar'. Nada de errado. Mas eu simplesmente não entendo: eu sempre estou do lado inverso do que se espera, percebe? Se eu me comprometo, se estou próximo, ouço e dou a minha opinião, eu invado. Se me distancio um pouco, sou indiferente, seco. Se tento ser carinhoso, sou doce demais, passo por falso. Se mostro as dores que tenho, o contrário: sou um bruto sem piedade nem coração. Ou 8 ou 80. A linha que demarca a fronteira sempre é tênue demais. Acabo sempre caindo para um lado e mais do que isso: para o lado errado. Se me preocupo, erro; se peço desculpas, erro. Ué? Qual é o termômetro? Porque realmente eu não sei amar. Eu sempre amo errado, sempre machuco, sou omisso, insensível, escroto. Pera lá. Eu não entendo nada dessas lógicas do amor, do carinho. Eu nunca sou açúcar e sal ao mesmo tempo; sempre um ou outro, mesmo tentando ficar no meio. E se eu alcanço o meio, eu teria que ser açúcar, eu teria que ser sal. Eu sou o inverso do que se espera. Qual a saída da caverna? Se eu falo que amo, não acreditam. Amo errado sempre, pra variar. Aí vem você e fala: 'alguns vão esperar, mas nem todos'. Eu já ouvi isso recentemente. 'Alguns vão compreender seu jeito, mas nem todos'. 'Eu entendi'! As pessoas sempre me entendem, mas paradoxalmente nunca me compreendem! É aquele verso oculto da ‘Auto-Paparazzi’: 'você descobre tudo que eu sou e então me cobra tudo o que eu não sou'. Eu estendo a mão, peço ajuda, quero e então... tchau. Eu fico sem saber. E a cada dia sei menos. O que você escreve sob forma de poesia eu já ouvi em prosa. É realmente tudo muito estranho... Eu te pergunto: qual é a saída, menina? Qual é a saída? Porque do jeito que você coloca, realmente eu tô num beco. E aí?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Silêncios.

- Mas é que...
- (Shhhhhhhh).
- Ma...
- Não precisa explicar. Não precisa.

***

Médico:

- Acho que a sua única chance é tentar uma lobotomia.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Rita Lee.

Então se você quer e pensa em não dormir
E espera que a alegria esteja em paz
Depois de tudo triste que eu escrevi
Depois do dedo em riste que eu te fiz suportar
Não, eu não penso que a vida é ruim
Nem é sincero um bom humor imortal

Descreva tudo que você quer ter
E que seja sempre o que eu posso... ah!
Não há de ser nada sério

Então se você quer e pensa em vir aqui
Espera que a folia foi demais
Depois de tudo triste que eu vivi
Depois do beijo triste que eu te fiz suportar
Não...

Se eu descrever que tudo veio a ser
Exatamente o que eu posso amar
Não há de ser nada sério

Tudo está certo num quadro tão torto
E eu posso estar louco
Mas ei! só um pouco
Eu só sei que eu escutei ao deitar tanta voz te pedir:

“Todos te esperam, eu sei que te esperam,
Eles sentem a sua falta porque adoram você
Ah, te esperam, eu sei que que te esperam,
E outros sentem sua falta porque odeiam você"

(Nada Sério, Violins)